“São exatamente 3h da manhã, acabei de chegar em casa, confesso que fiz muita merda hoje, beijei varias garotas enquanto você tava aí preocupada comigo, sei que te fazer ler isso vai te machucar, mas confesso que nenhuma chegou aos pés do seus beijos, seus carinhos e seu amor, quero só te dizer que eu te amo, e pela primeira vez to amando alguém de verdade, me desculpa por isso.
“Sexta-feira, 23:45h. Ele sai da faculdade, vai para um bar. Ao chegar vai direto pedir algo para beber. O bar estava cheio. Ela estava lá. Mas não era nada demais, eles não se conheciam. Ele pega uma bebida e se vira, mas sem querer, a esbarra. Sem olhar quem era, ele apenas pede desculpas. Até que ela responde um simples tudo bem. Sua voz era calma, ele logo a olhou. Ela era bonita, de um jeito meigo, tinha olhos grandes como de boneca. Um sorriso encantador e um cabelo loiro. Ele se interessou por ela. Ela sorriu, e foi se sentar. Ele ficou a olhando, ela havia se sentado sozinha. Ele vai em direção á ela.
— Posso sentar?
— Claro.
— Desculpa pelo esbarrão.
Ela sorri. — Não foi nada.
— Ah, prazer, Gustavo.
— Laura.
Não existia assunto.
— Me fale sobre você.
— Eu? Porque eu falaria? Você é estranho.
— Estranho? Me chamou de feio?
— Não, disse que não te conheço. Que é estranho. Um estranho.
Ele sorri. — Me chamo Gustavo, tenho dezoito. Faço medicina nesa faculdade daqui da frente. E você? Faz faculdade aqui também?
Ela sorri. — Não, não mesmo.
— Faz em outra?
— Não, eu estudo.
— Terceiro ano?
— Primeiro.
Ele para. — Repetiu?
— Estou adiantada.
Ele sorri. Ela fica em silêncio.
— Quer ir lá pra fora? Aqui tá barulhento demais.
Ele faz sim com a cabeça, eles saem e se sentam em uma mesinha. Não tinha assunto, ela pegou o celular e ficou mexendo. Ele puxa da sua mão.
— Ei, devolve.
— Não, agora é meu.
— Nada disso, devolve.
— Não, qual a senha?
— Não direi.
— Então você fica sem.
— Idiota.
— Já me xingando?
— Não, a senha é idiota.
Ele ri. — Boa senha. — Ela puxa o celular da mão dele, logo depois ele coloca a mão na perna dela. Ela tira e sorri.
— Cedo demais.
Ele olha para sua boca e devagar chega perto dela. Ela vai para trás. Ele sem entender a olha decepcionado.
— Devolve.
— Não.
— Tenho que ir embora.
— Porque? Tem hora pra chegar em casa? — Ele ri.
Ela se levanta. — Tenho.
Ele segura seu braço. — Fica.
— Mais cinco minutos.
Ele sorri. — Fiquei pensando e vou te devolver. Mas não de graça.
— O quê quer?
Ele chega perto dela, encosta seu nariz no nariz dela e sussurra. — Você.
Ela sorri. — Devolve primeiro.
— Espera um segundo. — Ele chega mais perto dela e coloca o celular dentro da bolsa.
— Pronto. Agora minha recompensa.
Ela sorri. Ele chega perto e ela o beija. O celular toca.
— Meu pai, ele tá chegando. Tenho que ir. — Ela o beija no rosto. Seu pai chega e ela vai embora. Ao entrar no carro olha para tras e o vê parado na esquina a dando tchau. Seu telefone toca e ela não entende quem era. Apenas estava salvo o número como ” Gustavo barzinho. ”
Ela sorri, abre a mensagem e estava apenas escrito.
— É normal sentir saudades suas?
Ela sorri. Não sabe o quê responder. Ele manda outra mensagem.
— Acho que não.
Ela sorri. E o responde.
— É normal gostar de alguém depois de uma conversa?
— Não, mas deve ser normal gostar depois de um beijo.
Ela sorri. Estava com vontade de o ligar. Mas apenas fechou os olhos e sorriu.
~ Tua-Idiota. — E em um barzinho, tudo aconteceu. (via
tua-idiota)
“Feliz dia dos… “Está faltando pano no seu vestido”, “seu cabelo fica mais bonito natural”, “tira essas porcarias do rosto”, “você não vai sair com esse short aí não”, “olha o respeito sou seu pai.”, “Na minha época era diferente”, “sai da frente do computador e vai ajudar sua mãe”, “eu te amo e pra mim você nunca vai crescer”. Feliz dia dos mandões, cabeça dura, briguentos, do coração mole, do abraço acolhedor, do carinho mais gostoso. Feliz dia dos pais!
“Eles foram no Mc Donald’s
— Vai comer o quê?
— Eu?
— Não Babi, a moça do caixa.
— Idiota, cade o romantismo?
— Junto com a minha fome, dá pra dizer logo amor?
— Deixa eu pensar. — Ela olha para o cardápio em cima do caixa.
— Bárbara, nada mudou. Tem os mesmos de sempre, o mesmo suco, mesma casquinha, mesmo tudo amor. Escolhe.
— Calma, tô escolhendo.
Ele se encosta no balcão. — Tá, mas lembra que você precisa voltar pra casa as onze. — Ele ri.
— Escolhi, Luc.
— Aleluia, qual?
— Mc Lanche Feliz.
— O quê? Para, não. Pede comida de gente Babi.
— Quero Mc Lanche Feliz, Lucas.
— Não, olha, tem o CBO, o Cheddar, o Fish, o Big Mac. Escolhe amor.
— Ah, quer saber? Não quero mais, quero um suco.
— O quê? Não, agora você come. Pode comendo.
— Não, não quero. Pede logo o seu, amor.
Ele se vira para a caixa. — Uma Mc oferta do CBO e um Mc Lanche Feliz.
— Quais serão as bebidas?
— Coca-Cola, e o quê Babi?
Ela o olha. — Suco de laranja.
— Coca e suco de laranja.
— Deseja aumentar a batata e a bebida por mais um real?
— Sim.
— Qual vai ser o brinquedo, senhor?
Ele ri. — Qual o brinquedo, baixinha?
— Tem o quê?
A caixa a responde. — Os personagens do filme a Era do Gelo 4.
— Quero o esquilinho.
— Acabou, senhora.
— Tá, quero a esquilinha.
— Também acabou.
— Poxa, e agora? Eu quero esquilinho. — Ela diz quase chorando.
Lucas ri.
— Senhora, um segundo, vou ver no estoque.
— Ta bom.
— Se quiser, pode esperar na mesa.
Lucas pega as bandejas e eles vão para a mesa.
— Tá gostoso amor?
— Tá, gordinho.
— Então que cara é essa?
— Quero meu esquilo.
Ele ri. — Só ganha esquilo se comer tudo.
— Mas… Mas..
— Mas nada, come Babi.
Eles comem, e a caixa não trás o brinquedo. Enquanto ele, come. Ele estava com fome, realmente.
— Luc.
— Oi amor.
— Me dá um pedacinho?
— O quê?
— Me dá?
— Eu não, tô com fome, come o seu.
— Quero mais não, me dá?
— Não, sai Babi.
— Ah é? Ok.
Ela fica brava, ele volta a comer, logo após a caixa volta e por sorte trás o esquilo para Barbara.
— Olha Babi, o esquilo.
— Não quero mais.
— O quê?
— Quero CBO.
— Eu vou te bater, pera que vou comprar outro.
— Não quero tudo, quero só uma mordidinha.
Ele irritado dá a ela o hamburguer. — Come, gordinha.
Ela dá a ele o Mc Lanche Feliz. — Come, gordinho.
Ele come o dela, irritado.
— Lucas?
— Diz, folgada.
— Quero mais não.
— Não? Você comeu tudo, amor. — Ele ri.
— Tava gostoso, Luc.
— Eu sei, tinha minha saliva.
— Idiota.
— Criança.
— Quem tá comendo Mc Lanche é você e não eu. — Ela ri.
— Idiota, meu Deus. — Ele a agarra e a beija.
— Lucas.
— Oi, gorda.
— Cadê meu esquilo?
— O quê? Eu que comi, o brinquedo é meu.
— Mas eu quero, Lucas. Por favor.
— Não.
— Por favor.
— Não.
— Sério, por favor.
— Tá, toma, pode ficar. Tenho uma coisa melhor, mesmo.
— Ah é? Tem o quê?
— Você, idiota. Preciso de mais não.
Ela sorri. — Vem aqui, meu esquilinho. — Ela o beija.
~ Tua-Idiota. — Até que um Mc Lanche Feliz combina com você, amor. (via
tua-idiota)
“Ele estava dormindo.
— Luc? Luc? Lucas?
— Oi, amor.
— Tava dormindo?
— Aham, mas que foi?
— Não consigo dormir.
Ele se vira. — Que horas são?
— 03:01h.
— Nossa amor, que foi?
— Minha barriga ta doendo demais, mo.
— Nosso filho tá bem?
Ela ri. — Idiota. Tá sim. Mas ta doendo demais.
— Vem aqui, fica pertinho.
Ele coloca a mão na barriga dela, faz carinho. A abraça e puxa o cobertor.
— Lucas.
— Oi, amor.
— Qual vai ser o nome dela?
— Tá grávida, Babi? — Ele ri.
— Não, mas e quando eu estiver?
— Eu vou ser o cara mais feliz da face da Terra.
Ela sorri. — Sério? Porque?
— Ah cara, vou ser pai, vamos ter a nossa filha, nossa bailarina.
Ela chega mais pertinho dele. — Ta doendo.
— Calma, já já passa amor. — Diz ele ainda fazendo massagem em sua barriga.
— Qual vai ser o nome dela, amor?
— Não sei, escolhe.
— Olha, escolhe você. Pode ser Maria Clara, Maria Luiza, Manuela, Alice.
— Gosto de Manuela e Alice.
— Qual você prefere?
— Alice.
— Então vai ser esse, Alice. Nossa Alice.
Ele sorri. — Nossa princesa.
Ela sorri o respondendo. — Nossa.
Eles ficam em silêncio.
— Babi.
— Oi amor.
— A dor está passando?
— Tá sim, já estava quase dormindo.
— Então…
— Então o quê?
— Quer tentar fazer a nossa princesa? — Ele sorri.
— Idiota.
— Quer ou não?
— Quantas vezes quiser, futuro pai.
~ Tua-Idiota. — Faz massagem amor, por favor. (via
tua-idiota)
“Eu me declarei pra você milhares de vezes. Quando eu ri daquela sua piada idiota que não teve a menor graça e quando dei risada das piadas de mau gosto que você fez sobre mim. Lembra? Eu deixei você me zoar porque você achava muita graça naquilo, e se te faz feliz… Bom, me faz feliz. Quando eu deixei os outros um pouquinho de lado pra dar toda a atenção pra você. Quando eu ouvi as músicas que você me mandou, mesmo elas não sendo do meu gosto. Lembra… Quando eu tratava todo mundo mal, mas era super gentil com você? Então. Isso também foi uma declaração, mesmo que silenciosa. Quando eu aguentei suas grosserias todas porque você teve um dia ruim. E também quando eu deixei você descontar todas as suas frustrações em mim, mesmo eu não tendo nada a ver. Quando eu te fiz sorrir quando tu chorava por outra pessoa. Quando eu te defendi do mundo mesmo você estando completamente errada. Quando eu deixei de ficar irritado só porque você tava mal e precisando de alguém. Eu me declarei pra você tantas vezes, da minha maneira… Só você que não viu.
“Daqui a 50 anos eu ainda vou saber seu nome e vou me lembrar de todas as vezes que você me fez sorrir.
“Eles se amam, todo mundo sabe. Mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossível. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada, e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo, até quando a vontade de estar com o outro, for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um, tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por aí, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram, e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é difícil porque o sentimento fica, vai ficando, e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas, esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo, se reencontrem. E que nada, nada seja por acaso.